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Engenharia Elétrica - Ênfase em Sistemas de Energia e Automação

 

Apresentação

 

 O Brasil, em particular, e os outros países, em geral, passam por crise de Energia permanente. A criação desta Ênfase do curso de Engenharia Elétrica veio ao encontro da necessidade, cada vez maior, de profissionais que possam atuar na área de Sistemas de Energia diferenciadamente. O Engenheiro Eletricista com formação convencional possui muitas ferramentas para atuar, também, nesta área, entretanto o profissional egresso da Ênfase em Sistemas de Energia e Automação possui conhecimentos em Automação, Sistemas Inteligentes, Qualidade de Energia e Eletrônica de Potência que lhe permitem tal atuação diferenciada.

Disciplinas

 

A estrutura do curso é caracterizada por disciplinas obrigatórias de formação plena, obrigatórias da ênfase e optativas eletivas. As primeiras fornecem ao estudante a base científica, a formação geral de engenharia, as ferramentas de análise e síntese, e a formação básica de Engenharia Elétrica. São disciplinas de matemática, física, química, computação, desenho, gerência e administração, ciências humanas e ambientais, disciplinas básicas de engenharia elétrica e eletrônica e de outras áreas de engenharia. As disciplinas obrigatórias da ênfase aprofundam os conceitos básicos de sistemas de energia elétrica complementando a formação dos alunos nesta área. O aluno irá adquirir maiores conhecimentos e detectar suas tendências visando possíveis estudos mais específicos em alguma subárea voltada a sistemas de energia elétrica. As optativas eletivas complementam a formação do estudante em assuntos de seu interesse específico. O estudante poderá fazer um grupo coerente destas disciplinas e adquirir certo grau de especialização em uma subárea da Engenharia Elétrica. No final do curso, o aluno deverá também realizar atividades de estágio e desenvolver um projeto de formatura.

Extracurricular

 

A formação do estudante universitário não se completa apenas através de suas atividades em salas de aula e estudos formais. Sua vida acadêmica é enriquecida através de atividades extra-curriculares. Desde os primeiros anos do curso, os estudantes são incentivados a participar de programas de iniciação científica, trabalhos e projetos de prestação de serviços à sociedade desenvolvidos por diversos departamentos, ou por meio da Empresa Júnior (EESC-Junior). Podem também se agregar a diversos grupos de projeto visando disputas em competições universitárias, tais como, Mini-Baja, Aero-Design, Futebol de Robôs e outros. Podem participar também de atividades culturais, artísticas e esportivas.

O profissional

 

Por possuir sólida formação em Matemática, Física e Informática e todo o conjunto básico de conhecimentos de Engenharia Elétrica, além dos conhecimentos específicos de sua ênfase, ele atuará nos sistemas de geração, transmissão, distribuição e aplicação de energia elétrica, em todos os estabelecimentos envolvidos com o assunto Energia, seja nas concessionárias de energia elétrica, seja no parque industrial, e pequenos, médios e grandes consumidores. O aspecto mais importante é que o profissional egresso desta ênfase é dotado de conhecimentos nas áreas de Automação e de Sistemas Inteligentes, que se constituem em fortes e modernas ferramentas a serem aplicadas no melhor uso da energia elétrica, desde sua geração até sua utilização final. Este profissional desenvolve projetos elétricos de modo autônomo ou ligado a empresas especializadas. Atua no planejamento, projeto, construção e administração de sistemas de energia elétrica, qualquer que seja sua amplitude.

 

Palavra do profissional

Qual é o engenheiro que o mercado procura? É o que tem boa capacidade de comunicação, trabalha em equipe, lidera, e tem disposição constante ao aprendizado; respondem os administradores, pessoal de RH, e professores de MBA. Pode ser que eles estejam mais atentos às qualificações que fazem de nós, engenheiros, profissionais perfeitos para as atividades de gerenciamento, que são nobres, e possivelmente muito mais compensatórias, financeiramente. E como fica a "velha" e boa formação técnica? Para que nós passamos tanto tempo nas aulas de cálculo, física e engenharia? Com o País iniciando um novo ciclo de crescimento, faltam profissionais de engenharia aplicada.
A meu ver, a principal qualidade do profissional de engenharia é também a mais elementar: a capacidade de transpor o conhecimento acadêmico para a prática, transformar o conhecimento em soluções técnicas de valor, gerando projetos que melhorem a qualidade de vida, a produtividade das empresas, as condições de trabalho e de segurança, sem prejudicar o meio ambiente e com princípios éticos. Precisamos de profissionais prontos para o desafio de fazer do Brasil o grande País que nossos mestres disseram que seria.

Carlos Roberto Perissini
Engenheiro Eletricista - Eletrotécnico
EESC-USP (1986)

 

[atualizado em 08-08-2012]

 

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