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Estação GNSS da EESC passa a integrar rede do IBGE

A estação de coordenadas para sistemas globais de navegação por satélite (GNSS) da Escola de Engenharia de São Carlos (EESC) da USP passou a integrar a Rede Brasileira de Monitoramento Contínuo (RBMC), criada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Instalada no Departamento de Transportes, a estação foi certificada em maio e agora integra um conjunto com outras 27 centrais nacionais, que operam 24 horas por dia. As informações disponibilizadas por esses pontos podem ser utilizadas para, por exemplo, projetos de construção e monitoramento de grandes obras de engenharia (como estradas, pontes e barragens), demarcação de terras em áreas de proteção ambiental e suporte no monitoramento de veículos.


Essa foi a primeira rede de GNSS estabelecida na América do Sul e trabalha em conjunto com os sistemas de posicionamento americano GPS, o russo GLONASS, o europeu GALIELO e o chinês BEIDOU.


A Estação EESC, como foi denominada, é coordenada pelo professor Paulo César Lima Segantine. Segundo ele, foram quase dois anos de preparo e testes até que o houvesse o reconhecimento. “Após as instalações dos equipamentos, adquiridos através do Projeto Universal do CNPQ, nós colocamos a estação para funcionar em fase de aprimoramento de hardwares e softwares. Após esta etapa, o IBGE passou a coletar os dados e nos reconheceu como agente colaborador da RBMC” explicou.  Esses dados podem ser obtidos no site do IBGE, mediante cadastro prévio.   


Para o professor, a estação é uma contribuição importante para a sociedade a partir do momento em que oferece informações que podem ser amplamente utilizadas por profissionais e pesquisadores. “Colocamos todas as informações em uma homepage, para que os interessados possam utilizá-las em suas necessidades. Eu acho que nós completamos o nosso ciclo como universidade, que compreende o ensino, a pesquisa e o apoio à comunidade. Esse projeto demonstra isso” afirmou.


O próximo passo é fazer com que a central envie dados em tempo real. Hoje para se obter a posição de um ponto, ou seja, suas coordenadas geodésicas, é necessário realizar o processamento dos dados após a sua coleta.  O objetivo, agora, é fazer com que a Estação EESC envie as correções diferenciais para que seja possível determinar as coordenadas dos pontos em tempo real, com precisão centimétrica. “Isto sem sombra de dúvidas será de grande ajuda para os trabalhos topográficos em nossa cidade. No meu entender é uma forma da EESC marcar presença e participar do desenvolvimento de nossa cidade e região”, completou Segantine.


Além da RBMC, a estação já era credenciada junto à Rede SIRGAS (Rede de Referência para as Américas).

Por  Elias Taveira, da Assessoria de Comunicação da EESC

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